Cheios vitrais de cor em janelas sujas e baças pelos tempos respiram a medo a luz que os penetra em bafos raiados de vento e gotas que pedrejam os beirais em murros de soco nos batentes em esperas de dias e dias estáticos quedam-se hirtos em molduras e impávidas esperanças que se quebrem em mil pedaços de fragmentos.
1 comentário:
Uma das coisas que mais aprecio na sua escrita, é a forma como posiciona as emoções em cenários, parece que para cada emoção há um cenário, sem que por isso as emoções adquiram uma falsidade, deixem de ser genuínas... esse é um dos aspectos mais intrigantes da sua escrita e é também um dos que a torna tão fantástica.
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