terça-feira, fevereiro 14

Bermas

Cospem-se em fogo de escarros velhos
os velhos que fogem de barba suja
e espumam-se as bocas de nojo vazias
em amarelos dentes que mascam tabaco
enquanto se estendem as mãos vazias
ou chapéus que pendem na berma da estrada.

1 comentário:

Anónimo disse...

Que dureza, mas com uma poesia que não nos faz sentir nojo desses velhos, nem pena... simplesmente empatia