segunda-feira, fevereiro 20

Sopros

Ri-se para mim e eu pergunto
ou penso em que par se tornam belos
ali, à minha espero enquanto páro
e olho e miro em pé descalço.
Revejo com as mãos que quedam firmes
em jeitos sem saberem que fazer
ou antes sem perdão de não tocarem
a espera que se espera sem saber.
Abraço-te com a boca de olhos fechados
enquanto imagino o teu rubor
e sinto-te as mãos pelo meu jeito
enquanto a boca suga o teu peito.
E páro.
Páro no meu jeito do teu peito
em breves sopros já mirando
em olhos mais que abertos e vibrantes
de te ver encher o peito com ternura
de mãos dadas com o jeito do teu beijo.

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