Sabes, quanto me és?
Tu, sim, tu, sabes quanto me és?
Sabes?
E quanto de ti em mim respiras e suspiras
de tanto sufoco trespassado
ou vagas memórias de longos anos
das vidas vividas e mais sofridas
de tempos mortos e mortos em vida
ou vidas que foram mas nunca resistem
em tempos do tempo que nunca se apaga
em abraços já dados e mais por viver
em beijos de face ou soltos no vento
Sabes?
Que pedaços de mim a ti te pertencem
sem dono nem laços que a ti te condenem
nem grilhos que prendam a dor da distância
mas saibam de sempre a ponte que liga
em margens de frente com fios que atam
as luzes que unem as almas para sempre
Sabes?
Sabes, tu, mãe?
Tu, sim, tu, sabes quanto me és?
Sabes?
E quanto de ti em mim respiras e suspiras
de tanto sufoco trespassado
ou vagas memórias de longos anos
das vidas vividas e mais sofridas
de tempos mortos e mortos em vida
ou vidas que foram mas nunca resistem
em tempos do tempo que nunca se apaga
em abraços já dados e mais por viver
em beijos de face ou soltos no vento
Sabes?
Que pedaços de mim a ti te pertencem
sem dono nem laços que a ti te condenem
nem grilhos que prendam a dor da distância
mas saibam de sempre a ponte que liga
em margens de frente com fios que atam
as luzes que unem as almas para sempre
Sabes?
Sabes, tu, mãe?
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