quarta-feira, fevereiro 1

Sabes?

Sabes, quanto me és?
Tu, sim, tu, sabes quanto me és?
Sabes?
E quanto de ti em mim respiras e suspiras
de tanto sufoco trespassado
ou vagas memórias de longos anos
das vidas vividas e mais sofridas
de tempos mortos e mortos em vida
ou vidas que foram mas nunca resistem
em tempos do tempo que nunca se apaga
em abraços já dados e mais por viver
em beijos de face ou soltos no vento
Sabes?
Que pedaços de mim a ti te pertencem
sem dono nem laços que a ti te condenem
nem grilhos que prendam a dor da distância
mas saibam de sempre a ponte que liga
em margens de frente com fios que atam
as luzes que unem as almas para sempre
Sabes?
Sabes, tu, mãe?

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