quarta-feira, fevereiro 1

Chão

Seguem-se as mãos
atrás do vento
Quantos?
Dedos há que não apontam
nem sequer sabem pender
entrelaçam-se em vergonha
Já?
E os olhos que não abrem?
Nem sequer a muito custo!
Atrás do vento segues tu
nem sentes que sentes o ar do vento
ao desbravar-te em caminhos de sopro
enquanto te levantam os pés do chão.

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