terça-feira, janeiro 3

Pulsar

Que o peito meu se rasgue em costelas rotas em sangue
em desventrados enfeites rotos de pontos manchados
ou em feridas que não fechem caminhos de nojo
e permita descansar em golfadas compassadas de cor.
Rasguem-se horizontes ensanguentados pela aurora.

Ofuscos

Desfaz-me o grito em cruas certezas
ou rasga-me a voz em tiras soltas
E esventra-me a alma com finas agulhas
em pontadas cirúrgicas de verdades etílicas
Mas não me aqueças em mansas falas
regadas, banhadas de logro e falsidade.

Almas

Dói-me a alma em sufoco
de espinhos moles em caules secos
dos ramos velhos descobertos
em magotes de esperança e novas vidas
de novos dias renascidos
ou nados-vivos semi-mortos.