quinta-feira, junho 9

Infinitamente

Vivo num estado de intermitência. Sim, intermitência. Não de apagar e acordar. Não do tipo que dependa de corrente eléctrica. Intermitência num sentido mais volátil, inconstante. É isso, inconstante… Dou por mim a vaguear, a deixar o meu pensamento escapar-se-me ao controlo. Desligo do real, do que me rodeia. Acabo absorto em pensamentos. Por vezes não sentem necessidade deste estado hipnótico? Desta força incontrolável que puxa para o imaginário? Talvez seja apenas eu. O facto é que a maior parte das vezes lá me encontro. Das outras, nem tenho noção de lá estar… é um vazio de tudo o que nos rodeia, é um nada preenchido de tudo. É o lugar onde o nosso infinito se conhece, se apresenta. É um tudo e é um nada. É o nosso universo infinito, desconhecido, por explorar, por palmilhar.

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