sábado, junho 18

Ó Grego

E tu, ó sublime pensador Grego, porque te foste?
Porque nos abandonaste?
Agora, se cá voltasses, não reconhecerias o mundo imponente que outrora dominaste.
A gloriosa madrugada do resplandecer é agora dominada pelas cinzas que ainda vivem nos subúrbios da mente suja e imunda: a nossa.
As trevas impuseram-se à claridão.
O Sol foi demitido do seu posto supremo.
As mentes estão poluídas pelo ar impuro da madrugada.
Hoje, o mundo resume-se ao pó. À sujidade.
Ó Grego, amigo da sabedoria, pensador castigado, fala-nos do teu mundo. 
Do mundo superior, do mundo da sabedoria.
Acorda-nos com o teu pensamento, ilumina-nos com a tua mente.
Acorda-nos deste banal leito de cinzas que nos rodeia.

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