terça-feira, junho 28

Monólogos

- Já não te escrevo. Já não é para ti que me sai. Sabes, sinto-me em esforço. - dizia ao mesmo tempo que se sentava na beira da cama, despido. - Já não sinto que sorrio. Falamos, falamos e ao mesmo tempo parece que não dizemos nada.
Apagava o cigarro e voltava a deitar-se, ao mesmo tempo que puxava o lençol branco para se tapar. Estava uma manhã fria, cinzenta. As persianas estavam corridas, mas o frio fazia-se sentir mesmo dentro do quarto semi-escuro.
- Já só me apetece fechar os olhos novamente e adormecer, sabes? - suspirava ao mesmo tempo que virava a cabeça e reparava na almofada vazia.

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