quinta-feira, junho 16

Esperança

Hoje morri bem morto.

De morto como mais morto não há

Morto bem morto.

Como quem morre de vez.

Morto de morto.

Antes, esperava por ti, ali, em todo lado

Em cada brisa, em cada sopro, a cada som

Hoje, espero no desespero da morte

Como quem para sempre aguarda

Na eternidade de um abraço que não se completa

Na desistência do Ser

Na amargura do infinito.

Serei eu a esperança?

2 comentários:

Anónimo disse...

Que maneira tão tristemente sedutora de morrer...

Anónimo disse...

diz-se por aí, que a esperança é a ultima a morrer.....