quarta-feira, setembro 14

Lágrimas

Secam-se-te as lágrimas enquanto caem
por ruas e vielas mais que errantes
de tanta vez se verem andantes
em trejeitos teus conhecidos
da cara, dos olhos mais vidrados
de recordações secas dos passados.
Enfeitiças-te triste por prazer
por vontade e mais querer
pois já nem sabes outro ser
senão assim, já sem viver.

3 comentários:

Anónimo disse...

Para ti:
Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia.
Vinícius de Moraes

porque é assim que escreves, cimentando a tua palavra em muros de emoção e prazer :)

Anónimo disse...

É verdade, quantas lágrimas já correram ao ler, melhor ao sentir, o que escreve, lágrimas de dor, lágrimas de prazer, lágrimas tristes, lágrimas felizes...

Anónimo disse...

reli e adoro! e é assim mesmo que estou hoje, adoro reler este poema embora de uma forma doentia, doentia porque estou triste, porque não tenho lágrimas secas, mas ainda assim adoro e sorrio, porque sei que é assim....
e é assim mesmo que este lugar nos faz sentir, ora bem quando se está mal, ora mal quando se está assim assim...... exerce sobre nós um poder estranho as tuas palavras.... estranho mas bom! :)