quinta-feira, julho 28

Jugular

Sangue das veias já não corre nem galopa, vagueia. Quais pulsões não existem mais, deixou o motor de as mandar. Trabalha a seco, sem escape. Alimenta-se de óxidos e férteis nadas.
Artérias vermelhas ao rubro incendeiam as avenidas. Circula-se nas duas direcções.
Ninguém em contra-mão.
Brotam esguichos jugulares, pulsantes, ritmados. Estendem-se à beira-estrada, sem passeio. Ficam.
Ensopam-se em si, de si, sem si.
E assobiam piretes.

1 comentário:

Anónimo disse...

Texto quente, sente-se a sua força, o seu pulsar. Gostei.