sexta-feira, julho 22

Des-ver

Imaginei-te uma última vez
mas já não eras tu quem eu vi.
Não te reconheci entre as lembranças
entre os dias e as noites
e os instantes que fotografamos na alma.
Vi-te mas já não eras tu quem eu via
eras diferente
parecias tu não sendo tu.
E ao ver-te, assim, perdi-te em mim
desiludi-me de ti.
Desapaixonei-me dessa imagem de ti.
Des-vi-te de mim.

2 comentários:

Anónimo disse...

*qts vezes não nos desapaixona-mos de nós próprios, pq não nos reconhecemos nos actos e atitudes? contudo é importante gostarmos sempre de nós... gosto destas palavras fazem-nos ver as coisas de uma outra maneira....Às vezes projectamos imagens não reais que nos magoam e fazem magoar!

Anónimo disse...

o espelho vê o que precisamos ver...ainda bem que alguns espelhos ajudam ...outros não. tudo continua igual. nem sempre o espelho projecta o que sentimos. era bom se tudo passasse rápido...mas insiste em continuar lá...sempre.a luta pela decisão e pelo que vai lá dentro. o espelho não diz o que é certo ou errado. diz antes o que queremos ver...nem é o que sentimos é mesmo o que a nossa imagem projecta. o que é rapidez...? como, por vezes, parece que afinal não houve...não importa...como afinal a imagem do diabo é a que mantem o seu estado de dor. o espelho projecta o que não consegue sentir...aquilo que realmente doi.