Negras brumas me encobrem
com seu manto longo e solitário
de visões fétidas de desespero
enquanto a noite se põe
mordendo calcanhares suculentos
beijando calçadas soltas e sujas
sugando as veias da solidão.
Ao longe eles aparecem. Evitam os cantos e os candeeiros das vielas.
Quem são estes vultos? De onde vieram? Que ventre brotou tamanho negrume?
O cheiro é nauseabundo… Cavalga-nos as narinas, penetra-se na alma, entra, entra, como quem projecta incandescentes fluxos de luz e fel no horizonte!
Acabou…
Negras brumas descobrem
sacando o retalho que encobre
virando costas ao prostrado já sem cor, deixando um rasto de sombra…
Já é dia?
com seu manto longo e solitário
de visões fétidas de desespero
enquanto a noite se põe
mordendo calcanhares suculentos
beijando calçadas soltas e sujas
sugando as veias da solidão.
Ao longe eles aparecem. Evitam os cantos e os candeeiros das vielas.
Quem são estes vultos? De onde vieram? Que ventre brotou tamanho negrume?
O cheiro é nauseabundo… Cavalga-nos as narinas, penetra-se na alma, entra, entra, como quem projecta incandescentes fluxos de luz e fel no horizonte!
Acabou…
Negras brumas descobrem
sacando o retalho que encobre
virando costas ao prostrado já sem cor, deixando um rasto de sombra…
Já é dia?
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