quinta-feira, junho 9

Casa

Os outros queriam que eu fosse atrás. Achei que o tempo lá fora não era o ideal. Estava frio, sombrio. O dia era cinzento, apagado. Deviam ser umas seis da tarde quando olhei pela última vez para o relógio da sala. Fazia imenso barulho. Era daqueles que precisava que lhe dessem corda diariamente.

Quando dei por mim percebi que não era ali que deveria estar. Não com eles. Aguardavam-me em casa. E eu fui…

Na porta de entrada imediatamente percebi, pelo ranger das chaves ao rodar na fechadura, que era apenas o vazio que me esperava. Estava tudo escuro, com pó. Aquele corredor de entrada não era percorrido há anos. Senti-me em casa. Em minha casa. Finalmente havia chegado.

Não tinha ninguém à minha espera. A minha companhia era o pó e um pequeno sofá onde me estendi para adormecer a sonhar.

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