Chega-te galopante à noite vazia
Evapora-te obscena em aguardentes de mel
Vai, segue-te em punhos cerrados e olhos tesos
ergue-te em batalhas pelas vielas sem sombra
espanta-te e faz-te mulher de voz erguida
de peito feito em caixa de ar
de fraco punho d'aço feito
de leve e esguia num torpedo
em forças que te brotam das entranhas
em vontades e desejos submersos
que te impelem mais e mais sempre adiante
ou deixa-te fraca nesse canto
e não chores senão para dentro.
Evapora-te obscena em aguardentes de mel
Vai, segue-te em punhos cerrados e olhos tesos
ergue-te em batalhas pelas vielas sem sombra
espanta-te e faz-te mulher de voz erguida
de peito feito em caixa de ar
de fraco punho d'aço feito
de leve e esguia num torpedo
em forças que te brotam das entranhas
em vontades e desejos submersos
que te impelem mais e mais sempre adiante
ou deixa-te fraca nesse canto
e não chores senão para dentro.
6 comentários:
Simplesmente fantástico, excelente jogo de palavras, muito visual, forte, enérgico, sensual... um dos melhores. Fantástico!
Até dá vontade de sair a gritar, de explodir toda a raiva dor e mágoa que se possa ter!
Levanta a moral, mas só quando a moral quiser ser levantada!
Há dias melhores outros piores, dias de gritos mudos e de silêncios ensurdecedores!
Sim, forte este texto, com uma beleza escondida por entre as palavras duras que se insurgem contra nós!
Gostei, sim......
Carabina no seu melhor. Maravilhoso!
E assim "faz-te" Escritor... muito bom, excelente
contudo chorar para dentro não faz bem.... ficamos afogados em água que não transborda, ficamos atolados na lama, precisamos de gritos e de choros para libertar o que nos vai na alma, e nem sempre é fácil.
de facto a vida não é fácil.
Que belo hino à mulher.
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