Olha-se o passado e descobre-se o que somos
Fomos presente, nem sempre ausente, nem sempre gente
Fomos dias e horas de solidão
Pedaços de laca perdidos no tempo
entre merecidos abraços
ou vazios encostos.
Doces sabores avivam memórias
Suaves fragrâncias revoltam de asco
Gente fraca que nos bebeu a alma
Caninas vontades que esventraram a carne
Falsos amores, falsos desejos...
Tudo isto fomos e nada somos.
Gente de nós tudo teve
Abraços não houveram para quem os devesse.
Fomos presente, nem sempre ausente, nem sempre gente
Fomos dias e horas de solidão
Pedaços de laca perdidos no tempo
entre merecidos abraços
ou vazios encostos.
Doces sabores avivam memórias
Suaves fragrâncias revoltam de asco
Gente fraca que nos bebeu a alma
Caninas vontades que esventraram a carne
Falsos amores, falsos desejos...
Tudo isto fomos e nada somos.
Gente de nós tudo teve
Abraços não houveram para quem os devesse.
1 comentário:
Já por aqui passei várias vezes, li e tornei a ler os mesmos textos uma e outra vez e ainda assim parece que os leio pela primeira vez. Que escrita doce e amarga que nos rasga a pele e dilacera a alma com pitadas aqui e ali de um humor desconcertante e não óbvio, mas que nos faz soltar a mais sonora das gargalhadas e abrir a boca no mais rasgado sorriso. Há algures aqui um texto que fala em alguém se apaixonar pelas palavras que outro alguém lhe diz, eu só posso dizer que me apaixonei, estou apaixonada pelas palavras que aqui leio e que saboreio como o mais precioso néctar. Nos dias que hoje correm, coisas como as que aqui encontramos são raras, espero sinceramente que estas palavras não se fiquem somente por tiros de carabina, mas passem a ter um poder de alcance muito maior.
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