terça-feira, agosto 2

Invictus

Um poema brilhante de William E. Henley, chamado "Invictus"

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer Deus - se algum acaso existe, 
Por minh’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos, 
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago 
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.

Além deste oceano de lamuria, 
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria, 
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino; 
Eu sou o comandante de minha alma.

Original aqui. Versão ainda mais brilhante...

3 comentários:

Anónimo disse...

não foi À toa que este poema foi uma fonte de inspiração na vida de Nelson Mandela enquanto esteve preso!
É uma lição de vida, contra todas as contrariedades da vida, por muitas que possamos ter, devemos sempre manter-nos de cabeça erguida.
Muito bom.:)

Carabina Vermelha disse...

E, acima de tudo, donos e senhores do nosso destino...

Anónimo disse...

Lindo! Inspirador e motivador. Agora ha que praticar sermos os comandantes das nossas almas.