domingo, outubro 2

Vielas

Afagam-se incertezas em viagens matinais
por ruas e avenidas de alcatrão posto
em ritmos despertos de sonhos brandos
enquanto se espera o infinito
além da dor da tua espera.
Colam-se retalhos velhos a novos rumos
na esperança de novos horizontes
mas a esquina que vem dobrando
não acompanha o que é preciso.
Fogem-se as vielas por nossas solas
gastas e rotas das calçadas
em breves passos já cansados
até ao próximo pouso na estrada.

5 comentários:

Anónimo disse...

uma espera q não acaba... um futuro que teima em não se deixar ver...continua-se o caminho já gasto....e espera-se por novos horizontes....lindo:)))

Anónimo disse...

gosto tanto mas tanto do q escreves!!!
:))

Anónimo disse...

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo comum e objectivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noite adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro da vida subjectiva. Árvores ramalham. De vez em quando passam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da lãmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra dimensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há lugar para dois passageiros: leitor e autor.

Augusto Meyer

Anónimo disse...

E é assim que me sinto aqui..... uma passageira, num tapete voador, tapete esse que são as tuas palavras que nos faz voar nas asas da tua imaginação!
:)

Anónimo disse...

para mim ler é mais que olhar para as palavras, é entende-las, descodificá-las, trocá-las, dar-lhe sentido uma ordem!
Gosto de "te ler", porque me fazes pensar, desesperar, discutir, reler, complicar, descomplicar, dar voltas e mais voltas até perceber!
Gosto de "te ler", porque aprendo e eu gosto de aprender, gosto de novas ideias, gosto de novas palavras e novos sentidos.
Gosto de te ler aqui, ali, em todo o lado!