segunda-feira, outubro 17

Enforcados

Teus turbantes pendem aos ventos
de enforcados nós em ramos presos
em bailados suaves de brisas frescas
aos tempos secos da terra que espera.
Quedam-se mirando os abutres ao longe
que da espera calma se fazem ter
em pacientes olhares de bicos soltos
ao nó que apertando vai mais matando.

1 comentário:

Anónimo disse...

lindo!!!;)