segunda-feira, agosto 29

A negro traço

Escrevinho-te em pedacinhos de papel rasgados e amarelecidos pelo tempo
o quanto me és em ti, em nós, de nós
a tinta da China e pena de cauda
em traços largos, mas perfeitos e soltos
tal como o leito que nos acolhe e descobre, abraça e desperta
no tempo perdido do nosso beijo.

1 comentário:

Anónimo disse...

Gostei deste texto, as palavras soltam-se, parece que dançam, rodopiando suavemente à nossa volta, alegres, sorrindo.