segunda-feira, abril 23

Quadro

Sabes a tinta da China e carvão preto
quando rascunhas na minha pele
em traços desconexos de prazer
ou em breves rabiscos largos de emoção
as cores vivas da tua feição
e as páginas abertas do teu peito
no meu quadro branco ainda cru
na espera que o pintes mais perfeito.

2 comentários:

Anónimo disse...

Que belo quadro aqui foi pintado... as palavras são como pinceladas certeiras numa tela branca... belíssima mensagem de amor... Que belo Da Vinci de palavras aqui temos.

Anónimo disse...

Gosto do seu traço, da maneira como escreve, como descreve, não descrevendo... aqui tudo é, não o sendo... Gosto da magia que pigmenta a sua escrita, as palavras, passam para além das palavras, ultrapassam-se a si próprias... ganham forma, corpo... aqui há uma profundidade natural, aliás a sua escrita é toda ela natural, nua, crua, ou talvez não, se o que dizia Fernando Pessoa for verdade... que o poeta é um fingidor... :) Acho brilhante a forma como escreve, pinta, grita, o amor