quinta-feira, abril 19

Desvidas

Desvidas em mim não vivem
nem revivem se não podem
as vidas idas não vividas
ou loucas passagens de Inverno
em memórias sujas revisitadas
na revolta da segunda vaga
que de diferente nada foi
dos dias intervalados que se foram.

1 comentário:

Anónimo disse...

A sua escrita é tão rica e no entanto tão despida de tudo aquilo que nos dias de hoje se usa para camuflar ou enfeitar os sentimentos, as emoções... aqui o leitor é literalmente "desmascarado", os seus sentimentos, muitos desconhecidos até para si próprio, são postos à luz, são trazidos à superfície, saem-nos pelos poros... causando arrepios... fazendo-nos estremecer acordar do torpor que tantas vezes nos acompanha... aqui sentimos-nos vivos, ainda que por via da dor que nos rasga o peito por dentro... mas aqui respira-se, respira-se vida... a vida! Excelente blogue, excelente trabalho... parabéns para quem escreve assim!