sexta-feira, novembro 4

Penas

Desfaço-me da pena nos beirais
das montras e vidros com olhares
dos olhos meus que lá ficaram
ao mirarem de volta a minha pena
com pena seca e nó desfeito
e triste pena com que a largo.

3 comentários:

Anónimo disse...

Meu Deus que poema bonito, não parece um texto, mais parece um olhar, um olhar daqueles que não esquecemos, que nos trespassa, que nos marca, um olhar sombrio, mas quente...lindo, lindo...

Anónimo disse...

Poeta sublime
escrita sublime
:)

Anónimo disse...

duras as penas que temos de carregar , quando a vida que levamos não é a que queremos ter!
lindo este olhar!:)